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paisagens da crítica


Fez dois anos, ontem, que nasceu Paisagens da Crítica.

 

Nasceu da vontade de comentar o que leio,

de saber o que outros lêem,

de conversar sobre livros.

 

Dois anos.

Quase 38 mil acessos.

Média atual de 1.700 por mês.

154 textos publicados:

25 de colaboradores, 129 meus.

Obrigado, sempre, a quem colaborou.

E muito obrigado, claro, a quem leu.

 

Abaixo, dois índices. Por data e por autor.

 

Abraços a todos!

Começa agora o ano 3 de Paisagens da Crítica.



Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h42
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Índice por data de publicação

(em vermelho, textos dos colaboradores)

 

2007

 

26.11 – Vale tudo, de Nelson Motta

22.11 – Contemporâneo de mim, de Daniel Piza

19. 11 – “Monstrerói”, por Domingos Pellegrini

13.11 – O romance morreu, de Rubem Fonseca

08.11 – Literatura nos jornais, de Cláudia Nina

05.11 – Antes que anoiteça, de Reinaldo Arenas

01.11 – La pista di sabbia, de Andrea Camilleri

 

29.10 – Marley & eu, de John Grogan

25.10 – A voz do morto, de Rex Stout

22.10 – Raimundo e a menor banda do mundo, de Sergio Serrano

12.10 – O ladrão no armário, de Lawrence Block

07.10 – Segunda-feira o Rabino viajou, de Harry Kemelman, por Giselda Gastaldi

 

30.09 – Homem comum, de Philip Roth

24.09 – O filho eterno, de Cristovão Tezza

12.09 – Um homem: Klaus Klump, de Gonçalo M. Tavares

05.09 - Homens e não, de Elio Vittorini

 

29.08 – O passado, de Alan Pauls

24.08 – Asas da loucura. A extraordinária vida de Santos-Dumont, de Paul Hoffman

21.08 - Alguma prosa, org. por Giovanna Dealtry, Masé Lemos e Stefania Chiarelli

17.08 – Cinco livros

14.08 – Câmara Cascudo, Dona Nazaré de Souza & Cia., de Marcos Silva

10.08 - Herdando uma biblioteca, de Miguel Sanches Neto

07.08 – Meu mundo caiu. A bossa e a fossa de Maysa, de Eduardo Logullo

03.08 – Corpo estranho, de Adriana Lunardi

 

31.07 – Serpente encantadora, de Telmo Martino

27.07 – A história dos ossos, de Alberto Martins

23.07 – Os sapatos de Orfeu. Biografia de Carlos Drummond de Andrade, de José Maria Cançado

10.07 – Na praia, de Ian McEwan

04.07 – Istambul, de Orhan Pamuk

01.07 – Territórios dispersos: a poética de Ana Cristina Cesar, de Annita Costa Malufe

 

27.06 – O barril mágico, de Bernard Malamud

18.06 – “O silêncio da Sicília” - ensaio

09.06 - Anna O. e outras novelas, de Ricardo Lísias

04.06 - De repente nas profundezas do bosque, de Amós Oz, por Percy da Silva

Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h40
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31.05 – Jóia de família, de Zulmira Ribeiro Tavares, por Stefania Chiarelli

27.05 - Palomar, de Ítalo Calvino, por Renato Prelorentzou

22.05 - Contos de amor do século XIX, org. Alberto Manguel

17.05 – Cem anos de solidão. Edição comemorativa, de Gabriel García Márquez

14.05 - Dez livros sobre o roteiro das especiarias

07.05 - Vidas em trânsito, de Stefania Chiarelli e Arquitetura da memória, org. por Maria da Luz Pinheiro de Cristo

03.05 - A cor do sol, de Andrea Camilleri

 

29.04 – Fidel Castro – Biografia a duas vozes, de Ignacio Ramonet

25.04 - As sementes de Flowerville, de Sérgio Rodrigues

19.04 - O homem de gelo. Confissões de um matador da Máfia, de Philip Carlo

16.04 - A política da nostalgia, de Marcos Piason Natali

12.04 - Era uma vez o amor mas tive que matá-lo, de Efraim Medina Reyes

09.04 - Borges, de Adolfo Bioy Casares

03.04 - O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho

 

29.03 – Jonas e as cores, de Regina Berlim

26.03 - Viagens no Scriptorium, de Paul Auster

21.03 – O que aprendi com Bruna Surfistinha, de Raquel Pacheco

14.03 - O homem dos círculos azuis, O homem do avesso e Fuja logo e demore para voltar, de Fred Vargas

09.03 - O túnel, de Ernesto Sabato, por Fabiana Fredrigo

06.03 - “Ode à Curitiba ou elegia ao Tempo”, por Alberto Luiz Schneider

02.03 – Le ali della sfinge, de Andrea Camilleri

 

26.02 – Melhores contos de Domingos Pellegrini, de Domingos Pellegrini (org. M. Sanches Neto)

21.02 – Milênio, de Manuel Vázquez Montalbán

15.02 – Os Amigos do Crime Perfeito, de Andrés Trapiello

12.02 – O Diário de Florença, de Rainer Maria Rilke

07.02 – A hora futurista que passou, de Mário Guastini (org. Nelson Schapochnik)

04.02 – Meus queridos estranhos, de Livia Garcia-Roza

 

23.01 – Impurezas amorosas, de Miguel Sanches Neto

18.01 – Rua do Ouvidor 110, de Lucila Soares

15.01 – Domingo o Rabino ficou em casa, de Harry Kemelman

11.01 – Os emigrantes, de W. G. Sebald, por Teresa Chaves

09.01 – O mundo acabou!, de Alberto Villas

 

2006

 

22.12 – Vidas secas, de Graciliano Ramos

19.12 – Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, por Solange Mayumi Lemos

15.12 – Espinosa sem saída, de Luiz Alfredo Garcia-Roza

10.12 – Histórias fantásticas, de Adolfo Bioy Casares

04.12 – O cavalo perdido e outras histórias, de Felisberto Hernández

 

30.11 – texto: um ano de blog + índice

24.11 – Este é meu credo, de Carlos Fuentes

21.11 – Harpo fala... de Nova York, de Harpo Marx

17.11 – Gilberto Freyre: um vitoriano nos trópicos, de Maria Lúcia Pallares-Burke, por Alberto Luiz Schneider

14.11 – O homem duplicado, de José Saramago, por Solange Mayumi Lemos

10.11 – As raízes e o labirinto da América Latina, de Silviano Santiago

07.11 – Seqüestro em Copacabana, de Oliver Dell’Anno

 

31.10 – A parte mais tenra e Conforte-me com maçãs, de Ruth Reichl

27.10 – Duas praças, de Ricardo Lísias

23.10 – A casa de papel, de Carlos María Domínguez

20.10 – Febeapá 1, 2 e 3, de Stanislaw Ponte Preta

10.10 – Chove sobre minha infância, de Miguel Sanches Neto

06.10 – Fragilidade absoluta, de Giovanna Bartucci

03.10 – Um ganso em Toulouse, de Mort Rosenblum

 

29.09 – A verdadeira história do Paraíso, de Millôr Fernandes

26.09 – Vestido para morrer, de Donna Leon

21.09 – Averno, de Louise Glück

18.09 – Cultura e resistência, de Edward Said

12.09 – Travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa

08.09 – Como cozinhar um lobo, de MFK Fisher, por Giselda Gastaldi

05.09 – A possibilidade de uma ilha, de Michel Houellebecq

01.09 – Um amor anarquista, de Miguel Sanches Neto



Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h38
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29.08 – “O presente da ausência”, por Rodrigo Ferraz de Camargo

25.08 – Alho e safiras, de Ruth Reichl

22.08 - Oito visões da América Latina, org. por Adauto Novaes

18.08 – Cartas a um jovem escritor, de Mario Vargas Llosa

15.08 – Venho de um país obscuro, de Miguel Sanches Neto

11.08 – Os animais de todo mundo, de Jacques Roubaud

08.08 – Morte nos búzios, de Reginaldo Prandi

04.08 – A leitura do intervalo, de João Alexandre Barbosa

 

30.07 – Nada feito nada, de Frederico Barbosa

17.07 – Borges. Uma biografia em imagens, de Alejandro Vaccaro (em duas partes)

14.07 – Palavra cigana. Seis contos nômades, de Florencia Ferrari

11.07 – A virgem dos sicários, de Fernando Vallejo

07.07 - Farinha, feijão e carne-seca: um tripé culinário no Brasil colonial, de Paula Pinto e Silva

04.07 – O animal agonizante, de Philip Roth

 

30.06 – O canto de Perséfone, de Adriana Carvalho Novaes (em duas partes)

27.06 – “Comentário sobre um comentário”, por Percy da Silva

23.06 – Ismália, de Alphonsus de Guimaraens

17.06 – Fundos para dias de chuva, de Annita Costa Malufe

09.06 – Robert Parker, o imperador do vinho, de Elin McCoy

05.06 – Bombas de alegria, de José Macia, o Pepe

02.06 – Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles

 

28.05 – O amante detalhista, de Alberto Manguel (em duas partes)

19.05 – O último amigo, de Tahar Ben Jalloun

16.05 – O ano do pensamento mágico, de Joan Didion

12.05 – La vampa d’agosto, de Andrea Camilleri (em duas partes)

08.05 – A rosa de Alexandria, de Manuel Vázquez Montalbán

05.05 – Provas de contato, de Raúl Rivero

01.05 – Austerlitz, de W. G. Sebald, por Julia Bussius

 

28.04 – Carême. Cozinheiro dos Reis, de Ian Kelly

26.04 - O mal de Montano, de Enríque Vila-Matas, por Rodrigo Ferraz de Camargo

20.04 – Marca d’água, de Joseph Brodsky

17.04 – Parte alguma, de Nelson Ascher

07.04 – O Pasquim. Antologia. organização de Sérgio Augusto e Jaguar (em duas partes)

03.04 - Carmen – Uma Biografia, de Ruy Castro, por André Domingues (em duas partes)

 

31.03 – A angústia da influência, de Harold Bloom, por Rosana Nunes Alencar

24.03 – La pensione Eva, de Andrea Camilleri (em duas partes)

21.03 – “Georges Perec e sua lógica do não-todo”, por Rodrigo Ferraz de Camargo (em duas partes)

17.03 – Brasil e Argentina. Um ensaio de história comparada (1850-2002), de Boris Fausto e Fernando Devoto

14.03 – A hora da estrela, de Clarice Lispector, por Gilda Marchetto, José Eduardo Martins de Barros Melo e Rosana Nunes Alencar

10.03 – Sob o sol da Toscana, de Frances Mayes, por Giselda Gastaldi

06.03 – Ninguém me verá chorar, de Cristina Rivera Garza

 

24.02 – A canja do imperador, de J. A. Dias Lopes

21.02 – A África na sala de aula. Visita à História Contemporânea, de Leila Leite Hernandez

17.02 – “Soletrações do enigma”, por Rodrigo Ferraz de Camargo (em duas partes)

14.02 – “De onde vem a poesia ou A Literatura e a vida II”, por Osvaldo Duarte (em duas partes)

10.02 – Quarteto, de Manuel Vázquez Montalbán

07.02 – Sílvio Romero, hermeneuta do Brasil, de Alberto Luiz Schneider

03.02 – Amphitryon, de Ignacio Padilla (em duas partes)

 

29.01 – Os segredos do vinho, de José Osvaldo Albano do Amarante

19.01 – Quando nosso boteco fecha as portas, de Lawrence Block

16.01 - Memória de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez

12.01 – A promessa do livreiro, de John Dunning

 

2005

 

27.12 – Machado de Assis: um gênio brasileiro, de Daniel Piza (em duas partes)

18.12 – “Haroldo francês”, por Leda Tenório da Motta (em quatro partes)

15.12 – Hamlet romance: uma reescritura, de Marici Passini

13.12 – Calentura. Novela, de Teresa Cristófani Barreto

09.12 – A louca da casa, de Rosa Montero, por Percy da Silva

06.12 – Arquitetura do arco-íris, de Cíntia Moscovich

03.12 – A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares

02.12 – Geraldo Ferraz e Patricia Galvão, de Juliana Neves

01.12 – O luar e a rainha, de Ivan Lessa

30.11 – Berenice procura, de Luiz Alfredo Garcia-Roza



Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h34
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Índice por autor

(em vermelho, os colaboradores)

 

Alencar, Rosana Nunes, sobre Clarice Lispector (14.3.2006); sobre Harold Bloom (31.03.2006)

Amarante, José Osvaldo Albano do. Os segredos do vinho (29.1.2006)

Arenas, Reinaldo. Antes que anoiteça (5.11.2007)

Ascher, Nelson. Parte alguma (17.4.2006)

Augusto, Sérgio. O Pasquim. Antologia (7.4.2006)

Auster, Paul. Viagens no Scriptorium (26.3.2007)

 

Barbosa, Frederico. Nada feito nada (30.7.2006)

Barbosa, João Alexandre. A leitura do intervalo (4.8.2006)

Barreto, Teresa Cristófani. Calentura. Novela (13.12.2005)

Bartucci, Giovanna. Fragilidade absoluta (6.10.2006)

Berlim, Regina. Jonas e as cores (29.3.2007)

Bioy Casares Adolfo. A invenção de Morel (3.12.2005); Histórias fantásticas (10.12.2006); Borges (9.4.2007)

Block, Lawrence. Quando nosso boteco fecha as portas (19.1.2006); O ladrão no armário (12.10.2007)

Bloom, Harold. A angústia da influência (31.03.2006)

Brodsky, Joseph. Marca d’água (20.4.2006)

Bussius, Julia, sobre W. G. Sebald (1.5.2006)

 

Calvino, Italo. Palomar (27.5.2007)

Camargo, Rodrigo Ferraz de, “Soletrações do enigma” (17.2.2006); “Georges Perec e sua lógica do não-todo” (21.3.2006); sobre Enríque Vila-Matas (26.4.2006); “O presente da ausência” (29.8.2006)

Camilleri, Andrea. La pensione Eva (24.03.2006); La vampa d’agosto (12.5.2006); Le ali della sfinge (22.3.2007); Il colore del sole (3.5.2007); La pista di sabbia (1.11.2007)

Cançado, José Maria. Os sapatos de Orfeu. Biografia de Carlos Drummond de Andrade (23.7.2007)

Carlo, Philip. O homem de gelo. Confissões de um matador da Máfia (19.4.2007)

Carvalho, Bernardo. O sol se põe em São Paulo (3.4.2007)

Castro, Ruy. Carmen – Uma Biografia (3.4.2006)

“Cinco livros” (17.8.2007)

Chaves, Teresa, sobre W. G. Sebald (11.1.2007)

Chiarelli, Stefania. Vidas em trânsito (7.5.2007); sobre Zulmira Ribeiro Tavares (31.5.2007); Alguma prosa (21.8.2007)

Cristo, Maria da Luz Pinheiro de. Arquitetura da memória (07.05.2007)



Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h30
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Dealtry, Giovanna. Alguma prosa (21.8.2007)

Dell’Anno, Oliver. Seqüestro em Copacabana (7.11.2006)

Devoto, Fernando. Brasil e Argentina. Um ensaio de história comparada (1850-2002) (17.3.2006)

“Dez livros sobre o roteiro das especiarias” (14.5.2007)

Dias Lopes, J. A.. A canja do imperador (24.2.2006)

Didion, Joan. O ano do pensamento mágico (16.5.2006)

Domingues, André, sobre Ruy Castro, Carmen – Uma Biografia (3.4.2006)

Dominguez ,Carlos María. A casa de papel (23.10.2006)

Duarte, Osvaldo, “De onde vem a poesia ou A Literatura e a vida II” (14.2.2006)

Dunning, John. A promessa do livreiro (29.1.2006)

 

Fausto, Boris. Brasil e Argentina. Um ensaio de história comparada (1850-2002) (17.3.2006)

Fernandes, Millôr. A verdadeira história do Paraíso (29.9.2006)

Ferrari, Florencia. Palavra cigana. Seis contos nômades (14.7.2006)

Fisher, MFK. Como cozinhar um lobo (8.9.2006)

Fredrigo, Fabiana, sobre Ernesto Sabato (9.3.2007)

Fuentes, Carlos. Este é meu credo (24.11.2006)

 

García Márquez, Gabriel. Memória de minhas putas tristes (16.1.2006); Cem anos de solidão (17.5.2007)

Garcia-Roza, Livia. Meus queridos estranhos (4.2.2007)

Garcia-Roza, Luiz Alfredo. Berenice procura (30.11.2005); Espinosa sem saída (15.12.2006)

Gastaldi, Giselda, sobre Frances Mayes (10.3.2006); sobre MFK Fisher (8.9.2006); sobre Harry Kemelman (7.10.2007)

Glück, Louise. Averno (21.9.2006)

Grogan, John. Marley & eu (30.10.2007)

Guastini, Mário. A hora futurista que passou (7.2.2007)

Guimaraens, Alphonsus de. Ismália (23.6.2006)

 

Hernández, Felisberto. O cavalo perdido e outras histórias (4.12.2006)

Hernandez, Leila Leite. A África na sala de aula. Visita à História Contemporânea (21.2.2006)

Hoffman, Paul. Asas da loucura. A extraordinária vida de Santos-Dumont (24.8.2007)

Houellebecq, Michel. A possibilidade de uma ilha (5.9.2006)

 

Jaguar. O Pasquim. Antologia (7.4.2006)

Jalloun, Tahar Ben. O último amigo (19.5.2006)

Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h29
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Kelly, Ian. Carême. Cozinheiro dos Reis (28.04.2006)

Kemelman, Harry. Domingo o Rabino ficou em casa (15.1.2007); Segunda-feira o Rabino viajou (7.10.2007)

 

Lemos, Masé. Alguma prosa (21.8.2007)

Lemos, Solange Mayumi, sobre José Saramago (14.11.2006 e 19.12.2006)

Leon, Donna. Vestido para morrer (26.9.2006)

Lessa, Ivan. O luar e a rainha (1.12.2005)

Lisias, Ricardo. Duas praças (27.10.2006); Anna O. e outras novelas (9.6.2007)

Lispector, Clarice. A hora da estrela (14.3.2006)

Logullo, Eduardo. Meu mundo caiu. A bossa e a fossa de Maysa (7.8.2007)

Lunardi, Adriana. Corpo estranho (3.8.2007)

 

Malamud, Bernard. O barril mágico (27.6.2007)

Malufe, Annita Costa. Fundos para dias de chuva (17.6.2006); Territórios dispersos: a poética de Ana Cristina Cesar (1.7.2007)

Manguel, Alberto. O amante detalhista (28.5.2006); Contos de amor do século XIX (22.5.2007)

Marchetto, Gilda, sobre Clarice Lispector (14.3.2006)

Martino, Telmo. Serpente encantadora (31.7.2007)

Martins, Alberto. A história dos ossos (27.7.2007)

Mayes, Frances. Sob o sol da Toscana (10.3.2006)

Marx, Harpo. Harpo fala... de Nova York (21.11.2006)

Medina Reyes, Efraim. Era uma vez o amor mas tive que matá-lo (12.4.2007)

Meireles, Cecília. Ou isto ou aquilo (2.6.2006)

Melo, José Eduardo Martins de Barros, sobre Clarice Lispector (14.3.2006)

Montero, Rosa. A louca da casa (9.12.2006)

Moscovich, Cíntia. Arquitetura do arco-íris (6.12.2005)

Motta, Leda Tenório da, “Haroldo francês” (18.12.2005)

Motta, Nelson. Vale tudo. O som e a fúria de Tim Maia (26.11.2007)

McCoy, Elin. Robert Parker, o imperador do vinho (9.6.2006)

McEwan, Ian. Na praia (10.7.2007)

 

Natali, Marcos Piason. A política da nostalgia (16.4.2007)

Neves, Juliana. Geraldo Ferraz e Patricia Galvão (2.12.2005)

Nina, Cláudia. Literatura nos jornais (8.11.2007)

Novaes, Adauto. Oito visões da América Latina (22.8.2006)

Novaes, Adriana Carvalho. O canto de Perséfone (30.6.2006)

 

Oz, Amós. De repente nas profundezas do bosque (4.6.2007)

 

Pacheco, Raquel. O que aprendi com Bruna Surfistinha (21.3.2007)

Padilla, Ignacio. Amphitryon (3.2.2006)

Pallares-Burke, Maria Lúcia. Gilberto Freyre: um vitoriano nos trópicos (17.11.2006)

Pamuk, Orhan. Istambul (4.7.2007)

Passini, Marici. Hamlet romance: uma reescritura (15.12.2005)

Pauls, Alan. O passado (29.8.2007)

Pellegrini, Domingos. Melhores contos de Domingos Pellegrini (26.2.2007); “Monstrerói” (19.11.2007)

Pepe (José Macia). Bombas de alegria (5.6.2006)

Piza, Daniel. Machado de Assis: um gênio brasileiro (27.12.2005); Contemporâneo de mim (22.11.2007)

Ponte Preta, Stanislaw. Febeapá 1, 2 e 3 (20.10.2006)

Prandi, Reginaldo. Morte nos búzios (8.8.2006)

Prelorentzou, Renato, sobre Italo Calvino (27.5.2007)



Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h26
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Ramos, Graciliano. Vidas secas (22.12.2006)

Ramonet, Ignacio. Fidel Castro – Biografia a duas vozes (29.4.2007)

Reichl, Ruth. Alho e safiras (25.8.2006); A parte mais tenra e Conforte-me com maçãs (31.10.2006)

Rilke, Rainer Maria. O Diário de Florença (12.2.2007)

Rivera Garza, Cristina. Ninguém me verá chorar (6.3.2006)

Rivero, Raúl. Provas de contato (5.5.2006)

Rodrigues, Sérgio. As sementes de Flowerville (25.4.2007)

Rosenblum, Mort. Um ganso em Toulouse (3.10.2006)

Roth, Philip. O animal agonizante (4.7.2006); Homem comum (31.9.2007)

Roubaud, Jacques. Os animais de todo mundo (11.8.2006)

 

Sabato, Ernesto. O túnel (9.3.2007)

Said, Edward. Cultura e resistência (18.9.2006)

Sanches Neto, Miguel. Venho de um país obscuro (15.8.2006); Um amor anarquista (1.9.2006); Chove sobre minha infância (10.10.2006); Impurezas amorosas (23.1.2007); Herdando uma biblioteca (10.8.2007)

Santiago, Silviano. As raízes e o labirinto da América Latina (10.11.2006)

Saramago, José. O homem duplicado (14.11.2006); Ensaio sobre a cegueira (19.12.2006)

Schneider, Alberto Luiz. Sílvio Romero, hermeneuta do Brasil (7.2.2006); sobre Maria Lúcia Pallares-Burke (17.11.2006); “Ode à Curitiba ou elegia ao Tempo” (6.3.2007)

Sebald, W. G.. Austerlitz (1.5.2006); Os emigrantes (11.1.2007)

“O silêncio da Sicília” (18.6.2007)

Serrano, Sergio. Raimundo e a menor banda do mundo (22.10.2007)

Silva, Marcos. Câmara Cascudo, Dona Nazaré de Souza & Cia. (14.8.2007)

Silva, Paula Pinto e. Farinha, feijão e carne-seca: um tripé culinário no Brasil colonial (7.7.2006)

Silva, Percy da, sobre Rosa Montero (9.12.2006); “Comentário sobre um comentário” (27.06.2006); sobre Amós Oz (4.6.2007)

Soares, Lucila. Rua do Ouvidor 110 (18.1.2007)

Stout, Rex. A voz do morto (25.10.2007)

 

Tavares, Gonçalo M.. Um homem: Klaus Klump (12.9.2007)

Tavares, Zulmira Ribeiro. Jóia de família (31.5.2007)

Tezza, Cristovão. O filho eterno (24.9.2007)

Trapiello, Andrés. Os Amigos do Crime Perfeito (15.2.2007)

 

Vaccaro, Alejandro. Borges. Uma biografia em imagens (17.7.2006)

Vallejo, Fernando. A virgem dos sicários (11.7.2006)

Vargas, Fred. O homem dos círculos azuis, O homem do avesso e Fuja logo e demore para voltar (14.3.2007)

Vargas Llosa, Mario. Cartas a um jovem escritor (18.8.2006); Travessuras da menina má (12.9.2006)

Vázquez Montalbán, Manuel. Quarteto (10.2.2006); A rosa de Alexandria (8.5.2006); Milênio (21.2.2007)

Vila-Matas, Enríque. O mal de Montano (26.4.2006)

Villas, Alberto. O mundo acabou! (9.1.2007)

Vittorini, Elio. Homens e não (5.9.2007)

Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 11h22
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Prezados Amigos e Leitores,

 

se puderem ir ao lançamento da Coleção Paulista e ao Seminário Memória Paulista (vide convite abaixo),

que ocorrerão na próxima sexta, dia 30 de novembro

(dia, aliás, em que este blog completará dois anos),

nos encontramos lá.

 

Abraços!



Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 14h50
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Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 14h47
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Vale tudo é divertido. Muito divertido. E um tantinho desconfortável. Porque mostra, indiretamente e por trás das histórias engraçadas, alguns labirintos da razão.

 

Vale tudo é a biografia de Tim Maia escrita por Nelson Motta e, a despeito da grande pesquisa e da leitura agradável, tem deslizes bobos. Deslizes que vão de erros informativos – como afirmar que o Brasil entrou em 1958 “com presidente novo” (Juscelino governava desde o início de 1956) – à desatenção de revisores, que deixaram passar problemas de concordância e repetições da mesma frase com dois ou três parágrafos de distância. Mesmo o caráter fragmentário do texto poderia ser reduzido para que o leitor não sentisse falta de desdobramentos de histórias que se iniciam e não terminam. Nada que um pouco mais de tempo e de cuidado editorial não resolvesse. Noites tropicais, outro livro de Motta, é construído de forma semelhante, mas não tem os ocos e as barrigas de Vale tudo. Nem o seu subtítulo trocadilhesco – “O som e a fúria de Tim Maia”, que evoca Faulkner só por brincadeira.

 

Felizmente, o personagem principal é tão impressionante que tudo isso fica em segundo plano e o leitor se prende à trajetória de Tim Maia. Tim era doido varrido e o anedotário que se construiu em torno dele provavelmente ampliou algumas das histórias. O próprio Motta comenta, logo no início do livro, o improvável da maior parte do que relata – e assegura sua veracidade. Dono de uma voz fabulosa e de uma indisciplina gigantesca, Tim bebeu, fumou, cheirou, brigou e gastou tudo que pôde. Apesar da simpatia como Motta o apresenta e de seu esforço para apresentá-lo como um gênio musical, Tim era um músico limitado (chegou a declarar que nenhuma música sua tinha mais de seis acordes), mas teve a capacidade de transpor os sons dos negros americanos para a música brasileira. Tornou-se um cantor de soul misturado com xote, com samba, com tudo que encontrasse por aqui, e defendeu sua música com uma personalidade brutal.

 

Através do livro, seguimos sua infância relativamente tranqüila, a adolescência turbulenta e a ida para os Estados Unidos, com apenas dezesseis anos e doze dólares. Sofremos um pouco com a barra pesada que descobriu por lá, com a descoberta e a paixão pelas drogas, com a cadeia lá, a deportação e a cadeia cá. Acompanhamos seu ressentimento por todos aqueles que fizeram sucesso antes dele, suas confusões com tudo e com todos, a ira contra quem supostamente o enganava, a interminável angústia. Sentimos ternura diante da absoluta devoção que tinha pela mãe e a disposição de ajudar os amigos e as crianças pobres. Principalmente, rimos com o que há de anedótico em sua carreira e vida: construiu casa no terreno do vizinho, nunca pagou impostos, viajou de pijama – ida e volta – entre Londres e Paris, dedicou-se de corpo e alma a uma seita suspeitíssima, faltava regularmente a seus shows, fugia desesperado da polícia e dos oficiais de justiça, distribuiu LSD para todos os funcionários da gravadora, ridicularizou espectadores de seus shows, desrespeitou quase todo mundo à sua volta, deu declarações corrosivas (e, em geral, precisas) sobre outros artistas.

 

Ocorre que toda a diversão que Tim Maia provocava tinha um preço e o livro, sem aprofundar a discussão, sugere que apenas o próprio Tim o pagou: destruiu sua saúde e viveu continuamente num labirinto festivo que às vezes só parecia ter saída quando, deitado no colo de uma prostituta, conseguia dormir. Mas o desassossego de Tim era tão vasto que irradiava para aqueles que o circulavam e viviam em terror quase constante, temerosos de seus acessos de fúria. Um desassossego que nenhuma sociologia de botequim explica, mas o leitor do livro pode atribuir superficialmente ao fato de que ele era, segundo suas próprias palavras, “doidão”. Um doidão, afinal. Só que esse doidão tinha melhor visão do mercado fonográfico – e se orgulhava disso – do que qualquer outro artista brasileiro. E esse doidão escancarava, com crueza e interminável grosseria, o repertório demoníaco que existe, sempre, nas grutas e cavernas do cérebro.

 

Só no seu? Certamente não; por isso, sentimos desconforto, mesmo se protegidos pela distância que o livro garante, pela certeza de que não estamos sujeitos aos mesmos dilemas gerais e às mesmas angústias que Tim Maia sempre enfrentou, espancando-as aos berros, com litros de uísque e drogas. Mas, graças às histórias engraçadas do livro, esse desconforto, o nosso, é rapidamente ultrapassado e rimos. Assim esquecemos, iludidos, que, no fim das contas, o doido varrido não é tão diferente de nós.

Escrito por Júlio Pimentel Pinto às 09h16
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